Rejuvenescer com a idade

Parece um paradoxo mas não é. E muito menos um desconchavo, antes uma realidade que trespassa a nossa colectividade. Pese o facto de celebrarmos este ano setenta e nove anos, a verdade é que a média de idades do nosso Grupo vai baixando, fruto da entrada de associados cada vez mais jovens, o que demonstra a perenidade de uma organização que revela esta capacidade de rejuvenescer com a idade. Mas não só por este motivo se pode afirmar a juventude do Grupo Nun’ Álvares. Outros factores contribuem para reforçar esta ideia paradoxal, como sejam a capacidade de os associados se remoçarem através do empenho e da criatividade em se manterem permanentemente jovens, contrariando o conhecido ditado de que “velhos são os trapos”. E como prova  desta realidade poderíamos dar imensos exemplos de associados que todos os dias nos demonstram a sua enorme capacidade de reinventar novas formas de afirmar a sua juventude. A evidência do que antes afirmo aconteceu, por exemplo, no “Sexta-feira à Noite” que teve lugar no final do mês de Fevereiro. Para aqueles que ainda não sabem o que é o “Sexta-feira à Noite” direi que é um espaço aberto aos associados do Grupo e seus convidados constituído por dois momentos: o “Jantar” e o “Programa Livre”. No primeiro a preocupação é a de libertar as pessoas das tarefas culinárias e fornecer uma refeição a baixo custo. Por sua vez o “Programa Livre” constitui o espaço de convívio onde a criatividade sempre aparece. Desta vez fomos surpreendidos por um grupo de “avós” que nos deliciaram com três números musicais de belo efeito. Curiosamente  ou talvez não, a maestrina foi a “neta” Verónica que assumiu a direcção artística de pessoas que se recusam a parar no tempo. Mas as surpresas não iriam ficar por aqui, pois de  imediato surgiu um duo musical, constituído “ad hoc” para realizar um pequeno concerto de gaita-de-foles acompanhada ao acordeão que mereceu os maiores elogios dos presentes. “Los Hermanos Costa” (que me perdoem os meus amigos este atrevimento) também eles babados avós, ofereceram-nos um “cheirinho” da sua reconhecida capacidade musical e de clara afirmação de que o “espírito é sempre jovem”.  E por aqui me fico por limitações de espaço. Até breve   (José Luís Ribeiro)

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